
Agora querem acabar com as palmadinhas e outros castigos que os pais impõem aos filhos. Fizeram uma lei para isso.
Já quero deixar claro que sou totalmente favorável a esta medida, assim com a qualquer outra que vise protejer os direitos do ser humano, mas não posso deixar de fazer algumas observações.
Primeiro, esse é o tipo de lei que não funciona. Simplesmente não dá para mudar de um traço cultural com uma lei que impõem autoritáriamente uma norma, tentando acabar justamente com um traço de autortarismo. Me parece um paradoxo, é como combater a guerra com outra (hahaha, mas falamos disso outra hora).
Por outro lado é muito fácial para um psicólogo, com cinco anos de estudo, pós-graduação, mestrados e o cacete falar: -Faça isso, faça aquilo, e bla bla bla... Mas você já pesou em um pai, uma mãe, um operário, uma balconista, eu, você... Será que você aprendeu como tratar o seu filho em algum lugar?????
Acho que não. Apenas tentamos dar o melhor de nós, repetindo aquilo que herdamos de nossa fámilia, repetindo traços de nossa sociedade e tentanto aprender uma coisa aqui, outra ali, dentro do universo permitido pela nossa falta de formação acadêmica nas ciências da psicologia.
Por isso quero deixar aqui o meu protesto!!! Não contra a essência da lei, mas contra a forma como querem fazê-la valer. E como todo protesto cai no vazio se não traz junto uma nova proposta, sugiro discutir o assunto nas comunidades, nas escolas, igrejas, nas rodinhas de amigos ou onde mais tenhamos oportunidade. Vamos cobrar das autoridades que criem programas de informação.
Quer um exemplo: Onde estão as crianças? Nas creches e escolas. Então vamos incluir este assunto na pauta das reuniões de pais. Toda escola tem um coordenador pedagógico, não é? Então, Sr. Coordenador, mãos a obra.
Vamos conversar, aprender e ensinar juntos. Nunca impor.
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